domingo, 4 de dezembro de 2011

Não houve libertação



Você como homem amor de meus olhos menina
adormeceu em meus seios
lado a lado pálpebra e coração
mariposa sonhadora
que me inspira
direção e palavra
Você homem amor de meus olhos mulher
adormecido em meus seios
e sugando meus mamilos
tato da memória...


Seu erro meu erro 

nosso erro nenhum erro 
que seja feito a nossa vontade 
 eu uma qualquer 
mulher 
qualquer igual 
mulher, mulher, com palavra de mulher 
e com um homem adormecido  
e palavras que me sobram 

E que a quimera 
não seja o fim deste poema 
que o homem adormecido acorde de meus seios
nem que voe mariposa
nem que vivendo morra 
ou que diga :
-Bom dia amor!
 Mas que liberte-me por favor, 
concretamente 
deste homem amor.



Ana Paula dos Santos Risos
04/12/2011



Um comentário: