segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Há poemas



Há poemas escondidos
Por entre os dedos perdidos
De uma libido ocultada, adiada
E por baixo do travesseiro abandonado
Forrado de falta de esperança
Há poemas excitados  
travados pela língua
impedidos  pelos lábios
E também não diagramados
há os  incognoscíveis, solitários
há poemas habitando por toda minha casa
tenho medo que eles me expulsem
e ganhem vida própria
mortificando minhas ações
há poemas que oscilam
entre minhas paixões
e a miséria dos canhões
e nem sempre querem aparecer
desesperados  trepidam
com fome generalizada
doença fatigada
pela empatia ou
sobre pessoas  estilhaçadas 
e  paixão desenganada
há poemas meus nos teus olhos  em orvalho
quase sendo apagados
e se quiseres ler
olhe-se , há poemas por todos os lados...



Ana Paula dos Santos Risos
14/11/2011