e te ver era isso:
era ver o amor ressuscitando em tempo de pólvoras
conselheiros amigos apontaram a solução
prenderam -me em celas de grades infinitas ...
tentativa equivocada
companheiro de cela
você ...
parecíamos poetas
escrevemos um no corpo do outro
versos que cada vez maiores se transformavam em prosa
noites e dias inesquecíveis os mais longos da minha existência
os escritos transbordaram o corpo
os conselheiros amigos vieram libertar-me
eu disse que não queria ir
eles não te viram
me puxaram a força
já considerada louca
deixaram caminhar pelas ruas
parques, mares, rios,
todo encontro com a natureza
mas não te via
retornei a cela,
e só lá pude te reencontrar
aprisionei-me mais uma noite
escrevemos...
ANA PAULA DOS SANTOS RISOS
14/10/11

1 comentários:
Saudades de tua escrita!
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