quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mulheres  de fé

Nós mulheres de fé 
namoramos com a esperança 
de que amanhã ele mude.
 Namoramos com o sonho de que algum dia
eles nos veja
 sabendo que mulher também deseja
nós mulheres de fé  sonhamos
 que se não gozamos hoje
Talvez amanhã seja
Namoramos com o conflito
Do que foi e o que poderia ter sido
Quem sabe amanhã ele te toque diferente
e deseje não ser  tão ausente
Nós namoramos uma idéia,
uma espera  infinita
Nós mulheres de fé sonhamos tão alto
Que caímos em pesadelos
Talvez seja hora de despertar
E a realidade encarar
Porque nós mulheres de fé
Namoramos um homem que não existe...

domingo, 2 de fevereiro de 2014




Já não sabia se era...
O velho amante que retornava sem espadas,
ou  um novo  amor  liberto,  cantando de alegria
Se era sonho
Se era realidade
Não, ela não sabia
Só sabia que vibrava
De tanto que o queria
Coração disritmia
prazer, prazer!
Era noite, era dia,
Não era tarde                                  
Pra quem queria
Suor, brilho nos olhos
O encontro da poesia
Era   encanto, tanto canto
Que nela o amor se (re) fazia...

Ana Paula dos Santos Risos  










quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


Precioso
Teu canto
tem o poder de me conectar aos teus braços
Ao mais profundo de minha memória
De repente estou no seu colo
E você com seu violão
Rascunhando uma canção
Logo você o abandona no cantinho da cama
E me faz sentir o gosto dos teus lábios quentes
Eu sorrio de prazer
Você canta em meu ouvido
Excitada te prendo em meu corpo
No tesouro de minha memória!


Ana Paula dos Santos Risos 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014




Do contrário

Seja bem vindo ao “Do Contrário”
Do contrário será expulso
Ou penará ...
Pode entrar mas ...

De diploma na mão
Formados  vasculham  lixos
Como um bicho cão

Ateu  tendo de fazer oração
Por um tostão

Crianças  para brincar
Ao Invés de  cordas
Têm que pular  corpos

Quem há 500 anos foi roubado  e é roubado
Está preso como criminoso
Em presídios cada dia piores
Ou vendendo por cada vez mais barata sua mão de obra

Quanto mais trabalhar menos receberá
Nem terá um lar
Ou pagará por ele
até o último dia de vida

Quem mais se fode
E o que menos goza

Muitos projetos educacionais  assistenciais
Enaltecem a brancura de algumas crianças
E  justificam  a pobreza das outras  pela sua tez sempre preta

Nestes mesmos projetos
Culpabilizam os trabalhadores pela sua  pobreza
E  quando entram nas drogas  é desvio de caráter
Mas  mal se sabe de onde vêm a verba de tais projetos 
Ora  bolas!  Não  é  de nenhum outro lugar
 se não da exploração destes homens e mulheres

Acham que  os usuários de drogas são vagabundos 
E que se trabalharem não vão mais usar drogas
Mas foi através da degradação do trabalho que muitos  se entregaram
Em busca de sentido na vida

Para combater as drogas se combate aqueles que as usam 
Mas  se incomoda tanto a sociedade por que não  param a produção de drogas?
Onde são produzidas?
Quem ganha com isso?

Na  economia Mundial  está assim
1 º  lugar: armas
2º lugar: Drogas
3º lugar: petróleo
E ai?

Aqueles  mesmos que acreditam
Que deus  deixou a terra para todos
As vendem por preços incríveis
E expulsam sem dó famílias inteiras

Aqui é vergonhoso falar de coisas sérias que diz respeito a todos
É vergonhoso acreditar numa transformação radical

Ser bom é ser louco!
Se tornar inimigo é lutar contra aquilo que nos destrói humanamente
Critica-se os amigos, os iguais
Mas não quem te impossibilita  de ser humano

Será condenado se der  um cd  do Milton Nascimento  ou  outros clássicos  para uma criança
só porque o correto seria  que desse o sexo mercantilizado  nas novas  modinhas sertanejas

Quanto  mais precisamos de conhecer a história
É nos negado conhecê-la em profundidade

Quanto mais besta  um professor for
Melhor ele receberá por isso

Aqui é tanto, tanto pranto!
Tanto canto!  Tanto desencanto!
Tanta vida sendo jogada fora...
Mas seja bem vindo!

Ana Paula dos Santos Risos


Depois da surra

Em busca da felicidade
fui ao teu encontro
mesmo o cotidiano sendo cruel
iria ouvir sua voz 
mas o cotidiano armado de espada
sempre ousa me atingir
um corte ali
outro aqui 
não foi diferente.
Golpe na esperança!
Você não estava lá...
Comprovando - me que a felicidade falta...
Neste dia feroz
em que  poupava presença
Senti-me tão dura
como uma criança que já cansada da surra
Sacode ombros e nem sente mais o tapa
 depois  caminha olhando pro céu,
“quem sabe cai um pipa...”



Ana Paula dos Santos Risos

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sobre o amor



São e lírico
Forte e subjacente
 Como uma brincadeira da tradição
Necessário e humano
que quando nos machucamos
a cicatriz é a melhor lembrança
do aprendizado
para saber que vivemos
porque corpo liso não tem graça
e quando nos encontramos machucados
o mais divertido
é querer cuidar da cicatriz do outro
e sendo pouco gostar tanto dela
toma ela para si
Brincar ainda mais?
Ou temer de acontecer de novo ?
Repetindo o jogo

o jogo muda 
mas tem que permitir

com os jogadores novos
O nome é o mesmo
Embora não os seja o conteúdo
Identificando -se no outro
beija a cicatriz
quem sabe” antes de casar sara”...
 é uma brincadeira da tradição humana
muitas vezes esquecida
quando é mais forte a regra,
que o brincar

Ana Paula dos santos risos  11/12/20011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Não houve libertação



Você como homem amor de meus olhos menina
adormeceu em meus seios
lado a lado pálpebra e coração
mariposa sonhadora
que me inspira
direção e palavra
Você homem amor de meus olhos mulher
adormecido em meus seios
e sugando meus mamilos
tato da memória...


Seu erro meu erro 

nosso erro nenhum erro 
que seja feito a nossa vontade 
 eu uma qualquer 
mulher 
qualquer igual 
mulher, mulher, com palavra de mulher 
e com um homem adormecido  
e palavras que me sobram 

E que a quimera 
não seja o fim deste poema 
que o homem adormecido acorde de meus seios
nem que voe mariposa
nem que vivendo morra 
ou que diga :
-Bom dia amor!
 Mas que liberte-me por favor, 
concretamente 
deste homem amor.



Ana Paula dos Santos Risos
04/12/2011