domingo, 11 de dezembro de 2011

Sobre o amor



São e lírico
Forte e subjacente
 Como uma brincadeira da tradição
Necessário e humano
que quando nos machucamos
a cicatriz é a melhor lembrança
do aprendizado
para saber que vivemos
porque corpo liso não tem graça
e quando nos encontramos machucados
o mais divertido
é querer cuidar da cicatriz do outro
e sendo pouco gostar tanto dela
toma ela para si
Brincar ainda mais?
Ou temer de acontecer de novo ?
Repetindo o jogo

o jogo muda 
mas tem que permitir

com os jogadores novos
O nome é o mesmo
Embora não os seja o conteúdo
Identificando -se no outro
beija a cicatriz
quem sabe” antes de casar sara”...
 é uma brincadeira da tradição humana
muitas vezes esquecida
quando é mais forte a regra,
que o brincar

Ana Paula dos santos risos  11/12/20011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Não houve libertação



Você como homem amor de meus olhos menina
adormeceu em meus seios
lado a lado pálpebra e coração
mariposa sonhadora
que me inspira
direção e palavra
Você homem amor de meus olhos mulher
adormecido em meus seios
e sugando meus mamilos
tato da memória...


Seu erro meu erro 

nosso erro nenhum erro 
que seja feito a nossa vontade 
 eu uma qualquer 
mulher 
qualquer igual 
mulher, mulher, com palavra de mulher 
e com um homem adormecido  
e palavras que me sobram 

E que a quimera 
não seja o fim deste poema 
que o homem adormecido acorde de meus seios
nem que voe mariposa
nem que vivendo morra 
ou que diga :
-Bom dia amor!
 Mas que liberte-me por favor, 
concretamente 
deste homem amor.



Ana Paula dos Santos Risos
04/12/2011



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Há poemas



Há poemas escondidos
Por entre os dedos perdidos
De uma libido ocultada, adiada
E por baixo do travesseiro abandonado
Forrado de falta de esperança
Há poemas excitados  
travados pela língua
impedidos  pelos lábios
E também não diagramados
há os  incognoscíveis, solitários
há poemas habitando por toda minha casa
tenho medo que eles me expulsem
e ganhem vida própria
mortificando minhas ações
há poemas que oscilam
entre minhas paixões
e a miséria dos canhões
e nem sempre querem aparecer
desesperados  trepidam
com fome generalizada
doença fatigada
pela empatia ou
sobre pessoas  estilhaçadas 
e  paixão desenganada
há poemas meus nos teus olhos  em orvalho
quase sendo apagados
e se quiseres ler
olhe-se , há poemas por todos os lados...



Ana Paula dos Santos Risos
14/11/2011





sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Encontro na cela

Para que não o visse mais 
e te ver era  isso:
era ver o amor ressuscitando em tempo de pólvoras 
conselheiros amigos apontaram a solução 
prenderam -me  em celas de grades  infinitas ...
tentativa equivocada 
companheiro de cela 
você ...
parecíamos poetas 
escrevemos um no corpo do outro 
versos que  cada vez maiores se transformavam em  prosa 
noites e dias inesquecíveis os mais longos da  minha existência 
os escritos transbordaram o corpo 
os conselheiros amigos vieram libertar-me
eu disse que não queria ir 
eles não te viram 
me puxaram a força
já considerada louca 
 deixaram caminhar pelas ruas 
parques, mares, rios, 
 todo encontro com  a natureza 
mas não te via 
 retornei a cela, 
e só lá pude te reencontrar 
aprisionei-me mais uma noite
escrevemos...







ANA PAULA DOS SANTOS RISOS 
14/10/11














quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Minha canção

Minha canção preferida
que golpe me deste...
Esse nó na minha garganta
uma saudade de força eterna
Me  achando  curada  vou ouvir tua voz gravada
me  arranca de maneira cruel um mar revolto
Amo a tua música de maneira desesperada
Ainda que isso possa não significar mais nada ...

sábado, 23 de julho de 2011



terça-feira, 12 de julho de 2011

Em breve lançamento do livro : "Quem roubou quem?"
                                          
Um livro de Ana Paula dos Santos Risos